terça-feira, 20 de setembro de 2011
assim-assim
Se quisesse. E quer. Pouco. Quase nada. Quietude, mais. Não foi longe, mas por ali ficou. Onde sempre esteve, afinal, trazia um travão. Desculpas, arranjou-as facilmente, cautelosamente embrulhou e delas fez um altar. E vive assim-assim. Sem conseguir sossegar.
longe de si
Está perto. De tudo aquilo que a assusta. Assim, como uma criança pára como morta diante de um leão. Apesar da jaula. A fera sabe que está presa, ela não. E fica longe de si, muito perto do medo. Desta vez não vai arriscar. Já é tarde. Antes, era cedo demais.
máscaras
Esconde-se atrás de jogos de máscaras. Camufla o que sente. Finge. Foge.
"Julgaste conhecer-me? Nunca me hei-de revelar. Não saberás o que sinto, não me terás nas tuas mãos. Não me julgues garantida, nem me creias entregue."
Tem medo. De se magoar..
"Julgaste conhecer-me? Nunca me hei-de revelar. Não saberás o que sinto, não me terás nas tuas mãos. Não me julgues garantida, nem me creias entregue."
Tem medo. De se magoar..
sem defesas
Aquilo tinha estagnado há muito. Nunca quis ver. Quando estava ainda dentro e embalada, já ele lhe tinha dito que seria ela a minar e dar cabo de tudo, com o vício da suspeição. O sentido de humor teria sido válvula de escape, mas receava tanto o ridículo que deitou tudo a perder. Quando o fel se entornou, não tinha antídoto.
melhor que nada
A tristeza servia-lhe melhor. E irritava-a, que tivessem pena dela. Primeiro, porque tinha sede de carinho e o severo estoicismo que se impunha a secava por dentro. Segundo, porque essa fraqueza a levava a desprezar-se e a quem lhe mostrasse compaixão. A solidão servia-lhe melhor.
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