terça-feira, 9 de outubro de 2012
nenhures
Quando tiver tudo arrumadinho e no seu lugar, escolherá rumos e caminhos. Quer tudo perfeito, sinais absolutos. Não aceita fazer ajustes pequenos, arriscar no dia-a-dia. Quer oito ou oitenta por serem inacessíveis.
trémula
Foge de si, trancada por falhanços antigos. Corre em sobressalto que se tornou carburante, viciada na exaustão que sabe virá. Entre o medo de morrer e o susto de viver.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
sábado, 25 de agosto de 2012
On prendra le tram trente-trois
Ce soir j´attends Madeleine
Mais il pleut sur mes lilas
Il pleut comme toutes les s´maines
Et Madeleine n´arrive pas
(Brel)
Mais il pleut sur mes lilas
Il pleut comme toutes les s´maines
Et Madeleine n´arrive pas
(Brel)
as nuvens levam isto com graça
Uma e mais vezes
corre o esquilo
às avelãs
Bica o pica-pau
a larva
E bate dentro
um novelo de veias
rasgam, gritam
suadas
peles cansadas
Não há outra vida
senão esta encenada
num ritmo fingido
e chorar não sabe
mais
É já ali à frente
espere o dia
que a noite passe
arrasta-se, adia
surda
Não está
partiu
se dissolver-se pudesse
descansaria
insiste
Percurso
desfocado
cambalear errante
quer a lua
apagada
Que até
o brilho dela pálido
fere
as aparências
insubordinada
E nem sequer é grave
muito menos sério
se outros ventos
procurasse
voaria sem peso
Finca ali
os pés
guarda avelãs (três ou quatro)
matraqueia o tronco seco
onde não mora bicho
As nuvens
deixaram-se aquecer
traçam sorrisos
bailam no azul
Olha para elas!
corre o esquilo
às avelãs
Bica o pica-pau
a larva
E bate dentro
um novelo de veias
rasgam, gritam
suadas
peles cansadas
Não há outra vida
senão esta encenada
num ritmo fingido
e chorar não sabe
mais
É já ali à frente
espere o dia
que a noite passe
arrasta-se, adia
surda
Não está
partiu
se dissolver-se pudesse
descansaria
insiste
Percurso
desfocado
cambalear errante
quer a lua
apagada
Que até
o brilho dela pálido
fere
as aparências
insubordinada
E nem sequer é grave
muito menos sério
se outros ventos
procurasse
voaria sem peso
Finca ali
os pés
guarda avelãs (três ou quatro)
matraqueia o tronco seco
onde não mora bicho
As nuvens
deixaram-se aquecer
traçam sorrisos
bailam no azul
Olha para elas!
não se autoriza
São traços só
de quando passou,
entre escassas memórias
teimosos
Era bom demais,
repete-se:
o querer inteiro
o desejo obcessão
Proíbe-se
obriga-se
expulsa vestígios
desmente a comoção
Entre dois repousos
estancada
aquele que o sol iluminava
e esta agonia parada
Um passarito assustado
nos ramos preso
daqueles olhos frondosos
sonha voar
de quando passou,
entre escassas memórias
teimosos
Era bom demais,
repete-se:
o querer inteiro
o desejo obcessão
Proíbe-se
obriga-se
expulsa vestígios
desmente a comoção
Entre dois repousos
estancada
aquele que o sol iluminava
e esta agonia parada
Um passarito assustado
nos ramos preso
daqueles olhos frondosos
sonha voar
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